“Intocável, irrepetível”. Com estas duas palavras e ao som de “Faz parte do meu show” (Cazuza/Renato Ladeira), Edgar Moura Brasil homenageou o novelista Gilberto Braga (1945-2021), autor da trama original de “Vale Tudo” e de quem é viúvo. A publicação foi postada numa rede social na noite da última sexta-feira (17), quando o país parou novamente para acompanhar o desfecho do remake, escrito agora por Manuela Dias.
Edgar estava entre os milhões de espectadores que, a exemplo daquele 06 de janeiro de 1989, postaram-se diante da TV para saber quem matou Odete Roitman, a vila magistralmente interpretada na nova versão por Débora Bloch. Com um porém…
Ao contrário da sensação de alma lavada que tomou o país 26 anos atrás, as reações foram agora de incredulidade e de estupefação. Tudo porque, nos minutos finais da trama, numa reviravolta típica de Realismo fantástico, o público viu Odete ressuscitar no rabecão que transportava seu corpo.
Procurado por NEWMAG na manhã deste sábado (18), Edgar preferiu inicialmente não opinar sobre o desfecho da novela. Tudo para, segundo alegou, “não ser agressivo”.
Em seguida, diante da insistência da reportagem, ele enviou mensagem de áudio na qual tece uma breve diferenciação entre o remake e a adaptação de uma obra. E cita como exemplo um clássico do cinema: “Nasce uma estrela (A star is born)”, que voltou às telas em 2018 em versão estrelada por Lady Gaga.
– Um caso de remake foi, por exemplo, o de “Nasce uma estrela”. A primeira versão foi estrelada por Judy Garland e, depois, por Barbra Streisand e, mais recentemente, por Lady Gaga. A estória era a mesma e pode estar sujeita a atualizações. A profissão da personagem era outra, diálogos foram atualizados, mas, no caso do remake, o original é mantido, o que não aconteceu com essa novela – comentou Edgar por áudio.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Eny Miranda (imagem)





