O fôlego da arte resistiu — e emocionou. A estreia de “Fôlego – Até depois do fim” transformou o sábado (11) em uma celebração de vida, memória e afeto no Festival do Rio. Dirigido por Candé Salles e protagonizado por Maria Carol Rebello, o documentário presta um tributo à família Rebello, que há décadas inspira a cena artística brasileira com a irreverência de Jorge Fernando (1955-2019) e a doçura inesquecível de Hilda Rebello (1924-2019).
Camila Pitanga, Isabel Fillardis, Flavio Tolezani e Lorena Comparato foram alguns dos nomes que marcaram presença na sessão, que aconteceu no Estação Net Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.
— Esse documentário nasceu de uma necessidade que eu tinha de respirar diante das perdas que eu tive na vida, de ter um entendimento do luto — compartilhou Maria Carol, que também assina o roteiro da obra e revisita sua própria trajetória.
O projeto é atravessado por memórias e despedidas. A atriz perdeu o tio, Jorge Fernando, em 2019, e o irmão João, assassinado por engano no ano passado. As dores se transformaram em criação:
— Sou outra pessoa com outro olhar para a vida.
Entre lembranças e descobertas, Maria Carol reconstrói a força e o legado de sua família com delicadeza e coragem.
— A gente tem uma família que cresceu junto, que está no filme. Falo deles, perguntei muitas coisas para a minha tia Catarina, para garantir que as histórias que eu conhecia eram realmente como lembrava — contou.
Candé Salles, que dirige o documentário, define o trabalho como uma celebração do amor e da arte:
— Esse é um filme de amor, um filme de família. Viva vó Hilda! Viva Jorge Fernando! Divirtam-se, embarquem na nossa onda — declarou o diretor.
Crédito das imagens: Cristina Granato













