O Brasil é profícuo em grandes compositores. Poucos merecem o título de hit maker. São nomes como Lulu Santos e Michael Sullivan. Um cantor e compositor abriu, em idos de 1975, caminho para que estes e outros autores pudessem usar tal epíteto. O nome em questão é o de Hyldon, autor de clássicos como “As dores do mundo” e “Na rua, na chuva, na fazenda”, esta a canção-titulo do álbum no qual ambas foram lançadas e que completa agora cinco décadas.
E um documentário joga luz sobre o pioneirismo deste trabalho e sobre o lugar do seu autor na música brasileira. “As Dores do Mundo – Hyldon” será exibido no Festival do Rio em quatro sessões a partir deste sábado (04), sendo que a de hoje é restrita a convidados. Dirigido por Emílio Domingos e Felipe David Rodrigues, o filme traz, como antecipado aqui, depoimentos de grandes nomes como Sandra Sá, Seu Jorge, Liniker e Mano Brown, entre outros.
Um dos relatos no filme diz respeito ao sucesso alcançado por “As Dores do Mundo”. A canção, inspirada no livro homônimo do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1870), conseguiu a proeza de desbancar Roberto Carlos no topo das paradas daquele ano, como relata o personagem central no documentário, que tem Sérgio Pedrosa como produtor-executivo:
– Eu estava lendo “As Dores do Mundo”, de Arthur Schopenhauer. Ele era contra o amor romântico e eu estava, como sempre, apaixonado. Foi uma resposta ao ceticismo dele em relação ao amor e foi a primeira vez que Roberto Carlos perdeu o primeiro lugar em São Paulo.





