Foi dada a largada para o RioMarket, braço de negócios do Festival do Rio. O evento abriu suas atividades nesta quinta-feira (02) no Armazém da Utopia, Zona Portuária do Rio de Janeiro. O encontro destacou os novos rumos da cadeia produtiva do audiovisual e apontou para o Oriente como referência de expansão.
O crescimento acelerado da Coreia do Sul, com a força global dos doramas, e da China, que já soma 90 mil salas de cinema — maior número do mundo — servem como inspiração para pensar políticas públicas capazes de alavancar o setor brasileiro.
Com apoio do BNDES e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a meta é criar condições para que a indústria nacional possa competir nesse patamar. Walkíria Barbosa, diretora do Festival e do RioMarket, destacou no evento que a Coreia e a China são exemplos do impacto de uma política de Estado voltada ao audiovisual, caminho que o Brasil precisa trilhar.
O primeiro dia do RioMarket reuniu nomes de peso da economia criativa e do audiovisual, como Jean-Jacques Peretti, responsável pelo Sunny Side of Doc, um dos principais eventos de documentários do mundo; Fernando Dias, idealizador do Latam Content Meeting 2026, encontro dedicado a profissionais de conteúdo não-ficcional e que será realizado em São Paulo; e Anita Barbosa, que prepara “Se eu fosse você 3”, sequência de uma das franquias mais populares do cinema brasileiro.
Também marcaram presença Guga Sander, diretor do documentário “Surfar é coisa de rico”, e produtoras de trajetória consolidada, como Layla Brizola e Julia Barreto. A abertura contou ainda com a presença do secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Lucas Padilha, que reforçou o compromisso da Prefeitura com os cinemas de rua.
Ele anunciou para o início de 2026 a inauguração de uma sala de cem lugares no Cine Santa, sem custos para o município, e a busca por parcerias para reabrir o histórico Cine Matilde, em Bangu, com capacidade para mil pessoas.
Crédito das imagens: Eny Miranda














