Nasce uma estrela

setembro 26, 2025

Alulu Paranhos lança álbum de estreia em noite prestigiada por grandes nomes da Cultura brasileira

O timbre e a sonoridade são suaves. A presença é segura, e Alulu Paranhos tem as credenciais para ir longe. A artista de 25 lançou, na noite da última quinta-feira (25), seu álbum de estreia, “Põe esperança nisso”. E o Manouche, com seu clima acolhedor, foi o local escolhido para esse “arremesso”.

Filha de Marcos Vinicius, o Marquinhos, assessor de imprensa e parceiro de Gilda Mattoso, Alulu foi prestigiada por alguns dos artistas que viram-na crescer e que, certamente, surpreenderam-se ao vê-la tão desenvolta no palco.

E dois nomes ligados aos primórdios do Barão Vermelho foram prestigiá-la: Roberto Frejat, um dos fundadores do grupo juntamente com Cazuza (1958-1990) e a mãe deste, Lucinha Araújo, ela também cantora de timbre refinado – e sua gravação de “Pela décima vez”, de Noel Rosa (1910-1937), não me deixa mentir.

E voltando à Alulu,  ela deixou tudo às claras, do canto a suas propostas sonoras, passando, é claro, por suas influências. E quando ela, sentada em um banco, deixou as pernocas à mostra, ficou claro que a Gal Costa (1945-2022) de “Fa-Tal” está entre elas.

Finda a apresentação, a artista recebeu, como naquele clássico da MPB, “abraços e beijinhos e carinhos”. E quem também os mereceu foi Gilda Mattoso, que, com o braço numa tipoia, explicava a todos a razão do acidente: uma queda provocada pelos cada vez mais frequentes buracos nas calçadas do Rio de Janeiro (alô, poder público!).

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)

Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, levou flores à artista estreante
O casal Alice Pellegatti e Roberto Frejat
Hildo de Assis e Gilda Mattoso
Gal Fa-Tal? É Alulu Paranhos, senhores!

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