Uma mistura de prosa e poesia, ficção e experiências vividas. É assim que podemos definir “Maresia corrói os dentes” (Sophia Editora), nova obra da escritora e jornalista Érica Magni, cujo lançamento vai acontecer neste sábado (13) na Partisan da Lapa, Centro do Rio de Janeiro.
A obra, que conta com ilustrações de Rapha Ferreira, aborda a vida em um território corroído não apenas pela maresia, mas também pela negligência do Estado e pela especulação imobiliária.
— Escolhi esses temas porque refletem uma urgência coletiva: a preservação de lugares que estão sendo apagados — explica Érica, que prossegue: — O livro fala sobre corrosão e permanência. Sobre o que resiste mesmo quando tudo tenta apagar.
Érica captura vozes muitas vezes silenciadas — pescadores, vendedores ambulantes, moradores de casas devoradas pelo tempo — e as transforma em literatura. O sal das praias de Monte Alto, que deteriora estruturas de ferro e casas antigas, serve como metáfora central para o livro.
— A maresia aparece como aquilo que destrói lentamente, mas também como o que deixa marcas, do que insiste — afirma a autora cuja obra tem prefácio de Tatiana Pequeno e posfácio de Bruna Mitrano. — O livro começa com o fogo, mas termina com o sal. Ambos corrosivos, ambos transformadores.
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