A Barra da Tijuca foi, até meados dos anos 1970, um imenso areal litorâneo. A cena em que Maria Bethânia canta “Baioque” em “Quando o Carnaval chegar”,filme de Cacá Diegues (1940-2025), foi rodada, por exemplo, no terreno ocupado há décadas por um famoso shopping center, o primeiro na região.
De lá para cá, a paisagem composta pelas lagoas, dunas e mangues foi sendo ocupada por prédios, condomínios e por empreendimentos voltados ao lazer e ao comércio. Muitas dessas ideias saíram da cabeça do construtor Carlos Carvalho (1924-2024) e da prancheta de um certo arquiteto carioca de nome estrangeiro: Slomo Wenkert.
Alguns dos projetos por ele assinados estão agora reunidos em livro. “A Barra da Tijuca pelo olhar e obra de Slomo Wenkert” sai pelas mãos da sempre competente Anna Borelli através da TIX Editora e da Yiá Produções.
O lançamento, na noite da última quinta-feira (04), na Argumento, Rio de Janeiro, foi prestigiado por três dos filhos de Carvalho, homenageado na ocasião, e por Maria Raquel de Carvalho, penúltima mulher do construtor e mãe de dois dos seus filhos.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Miguel Sá (imagens)







