A vida é feita de mudanças. Algumas delas representam verdadeiras guinadas. Flávio Marinho já era um jornalista e crítico teatral respeitado quando, em idos dos anos 1980, passou – como chamado nas redações – de pedra a vidraça. Ele abraçou, na ocasião, a dramaturgia vindo a estabelecer-se como um dos mais respeitados autores teatrais não somente da sua geração como do país.
Acontece que Flávio é chegado numa surpresa. E, como antecipado aqui (e onde mais?), ele faz sua estreia como… ator. Isso mesmo. O diretor e dramaturgo estrela “Duas ou três coisas que sei delas”,na qual sobe ao palco muito bem acompanhado pela cantriz Soraya Ravenle e pela pianista e diretora musical Liliane Secco.
Após palinha em recente leitura dramatizada no Rio de Janeiro, eles de fato estrearam o projeto. Sob a direção da não menos brilhante Luciana “Judy” Braga, abriram o pano, na noite da última quarta-feira (03),no Teatro Vanucci, palco de outras montagens memoráveis dirigidas por Flávio a partir de seus próprios textos.
E ele foi prestigiado por alguns dos seus célebres companheiros de geração como Miguel Fallabela, Louise Cardoso, Cristina Pereira, Tim Rescala, e ela: Cininha de Paula, que deu vida à implacável diretora em “Os sete brotinhos”, comédia inspirada no musical “Chorus Line” e em cujo título, Flávio aludia à clássica “Os sete gatinhos”, de Nelson Rodrigues (1912-1980).
Todos estavam lá para dar aquela força ao amigo, que, diga-se, está muito à vontade na nova função, na qual rememora episódios marcantes da própria carreira – e ninguém melhor do que ele para tanto. Danado esse Flávio Marinho!
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)













