‘Saíamos da praia e íamos’

setembro 2, 2025

Kleiton e Kledir voltam ao Rio para temporada de shows e falam da Ipanema que conheceram nos anos 1970

Quando se fala na onda pop que tomou o país nos anos 1980, é comum restringirmos as áreas de maior atuação entre Rio, São Paulo e o DF. Mas uma dupla vinda do Sul abriu, no início daquela década,uma clareira aonde outros talentos também chegariam. Estamos falando dos irmãos Kleiton e Kledir Ramil. Ou simplesmente Kleiton e Kledir.

A dupla ocupa a partir desta terça (02) e nas demais do mês, o Terças no Ipanema, projeto que, através da curadoria criteriosa de Flávia Souza Lima, voltou a promover temporadas de shows no Teatro Ipanema, recém-rebatizado de Teatro Ipanema Rubens Corrêa.

E, com o feito, os irmãos voltam ao palco onde não pisaram juntos pela primeira vez há exatos 50 anos. Isso mesmo. Na ocasião, eles integravam o grupo Almôndegas, que relia canções folclóricas em levadas de MPB e rock.

–  Nos anos 70, o Teatro Ipanema era o lugar de encontro de uma geração que acompanhava as novidades da música popular brasileira. Muitas vezes a gente saía da praia, no fim do dia, sacudia a areia e ia direto para o teatro – recorda-se Kledir, destacando outros momentos antológicos: – Em 1978, lançamos ali o “Circo de Marionetes”, quarto disco dos Almôndegas. No início dos 80, voltamos para temporadas com o MPB4 e shows nossos.

No show de agora, os artistas contam histórias curiosas e divertidas entre sucessos como “Vira, virou”, “Paixão” e “Fonte da saudade”.

– Este projeto retoma agora a tradição de shows de música popular, naquele palco cheio de histórias.Vai ser muito bom voltar depois de tantos anos, e relembrar momentos que marcaram nossas vidas – arremata Kledir.

E, claro, não vai faltar no roteiro a clássica “Deu pra ti”. Ai, deles se não cantarem. “Eu, hein! Nem pensar”.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Rodrigo Lopes (imagem)

Os Almôndegas, formado pelos irmãos juntamente com João Baptista e Zé Flávio

Posts recentes

Antagonismo complementar

Artistas abrem no Rio de Janeiro individuais em que vão além dos limites impostos pela tela