A morte, tema ainda cercado de tabus, ganha novos contornos no espetáculo “Urubu”. Em cartaz na Sala Paissandu, no Centro Cultural Olido, em São Paulo, a peça convida o público a mergulhar em um jogo poético entre vida e finitude, memória e identidade.
Dirigida por Azulllllll, a peça apresenta os personagens Dália, vivida por Priscila Lima — também idealizadora da montagem —, e Manoel, interpretado por Rael Barja, em uma narrativa que se constrói em repetições, encontros e fugas dentro de uma sala de espelhos. O urubu, símbolo do espetáculo, surge como metáfora da transmutação: da morte que se reinventa em vida, daquilo que persiste mesmo diante do fim.
— Grande parte das nossas escolhas é influenciada pelo medo da morte. Fico curiosa para ver como o público reage a esse tema tão delicado — reconhece a atriz.
A experiência de “Urubu”, que fica em cartaz até o dia 06 de setembro, se completa com música original de Bianca Godoi, cenário de Rafael Fassani, iluminação de Helô Duran e figurinos de Leo Portilho.
— Estamos dispostos a procurar a nutrição onde só parece haver abandono. Urubu trata a morte como uma passagem onde a vida continua — reitera Azulllllll.
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