Em idos dos anos 1980, quando as pautas ambientais eram vistas pela classe política como um capricho de subversivos, um nome foi crucial para fazer com que elas tenham hoje – quatro décadas depois – a relevância merecida, ainda que (muito) tardia. Esse nome lapidar é o do jornalista e escritor Alfredo Sirkis (1950-2020), ex-exilado político que viu que o assunto precisava ser discutido aqui a exemplo do que já acontecia na Europa.
Mesmo não estando mais entre nós, Sirkis merece que suas ideias não caiam no esquecimento – e as Mudanças Climáticas não deixarão isso acontecer. O ambientalista e um dos criadores do Partido Verde (hoje incorporado à Federação Brasil da Esperança) recebeu, na noite da última quinta-feira (14), merecida homenagem na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Sirkis recebeu postumamente a Medalha Tiradentes, numa iniciativa do deputado estadual Carlos Minc (PSOL-RJ), seu companheiro de lutas em prol do Meio Ambiente. O homenageado foi representado por seus familiares: sua viúva, a editora Anna Borelli, e dois dos três filhos do ex-deputado, Anna e Guilherme (Noah vive na Dinamarca).
A mesa foi composta por alguns companheiros e decanos na luta pelos Direitos Humanos e Ambientais no país: o cantor e compositor Gilberto Gil, o jornalista e ex-político Fernando Gabeira e pela atriz Lucélia Santos.
As ideias de Alfredo Sirkis estão aí, vivas, e, como naquela canção, andam nas cabeças e nas bocas daqueles que sabem que o Planeta está à beira do colapso ambiental.
Só não vê quem não quer.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Victor Brugger/MS Fotos









