
Walter Salles já deve ter perdido a conta de quantos prêmios “Ainda estou aqui” rendeu para ele e sua equipe. O longa foi o grande vencedor do Prêmio Grande Otelo 2025, conquistando 13 estatuetas na cerimônia realizada na noite da última quarta-feira (30), na Cidade das Artes Bibi Ferreira, no Rio de Janeiro.
A produção levou, entre outros, os prêmios de Melhor Longa-Metragem de Ficção, Direção, Atriz com Fernanda Torres e Ator com Selton Mello, além de Roteiro Adaptado e Trilha Sonora. Apresentado por Bárbara Paz e Isabel Fillardis, o evento organizado pela Academia Brasileira de Cinema também celebrou marcos do cinema nacional e contou com homenagens emocionantes e discursos potentes.
Outro destaque foi o filme “Malu”, de Pedro Freire, que venceu como Melhor Roteiro Original e Primeira Direção de Longa-metragem, rendendo o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante a Juliana Carneiro da Cunha. Ela emocionou o público ao dedicar seu prêmio à esposa, Ariane Mnouchkine, diretora do Théâtre du Soleil — um dos grupos mais importantes do mundo com sede na França. Ariane acompanhava a atriz na plateia.
Nas categorias de séries, “Senna” venceu como Melhor Série de Ficção e rendeu a Gabriel Leone o prêmio de Melhor Ator. Adriana Esteves foi escolhida Melhor Atriz por “Os outros”. A produtora Lucy Barreto foi celebrada na cerimônia pelos 60 anos da LC Barreto, que já produziu mais de 80 obras audiovisuais.
O evento prestou ainda homenagens póstumas a nomes como Cacá Diegues (1940-2025), Francisco Cuoco (1933-2025), Preta Gil (1974-2025) e Nana Caymmi (1941-2025) — todos ovacionados pelo público presente.
Os realizadores de curta-metragens — que teve “Helena de Guaratiba”, de Karen Black, como vencedor do Melhor Curta de Ficção — aproveitaram a presença do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para fazer um apelo por mais investimento nesse segmento. O prefeito também subiu ao palco e exaltou o impacto cultural e econômico do cinema na cidade.
A cerimônia ainda contou com três apresentações da banda Primavera nos Dentes, que revisitou clássicos ligados à história do cinema nacional com interpretações intensas da vocalista Duda Brack. O repertório incluiu “O que é que a baiana tem”, “Bye Bye Brasil” e “É preciso dar um jeito, meu amigo”.
Entre os presentes estavam atores como Alice Wegmann, Dira Paes, Letícia Colin, Antonio Pitanga e Caio Blat, além de nomes consagrados do cinema como Bruno Barreto, Ilda Santiago, Clélia Bessa, entre outros.
Renata Almeida Magalhães, presidente da Academia Brasileira de Cinema, celebrou a força da produção nacional.
— Não importa quem ganha ou perde, todos somos vencedores porque acreditamos na força das nossas imagens e sonhos. Em 2025, fizemos um golaço em pleno Carnaval — e, para ser justo com Waltinho, foi um gol de Garrincha — brincou Renata, em referência ao Oscar de Melhor Filme Internacional vencido por “Ainda estou aqui”.
Créditos das imagens: Cláudio Andrade, Christian Rodrigues e Roberto Filho
























