Ney Matogrosso foi celebrado como merece: com arte e emoção. Ícone da música e da transgressão, ele foi o grande homenageado do 32º Festival de Cinema de Vitória, encerrado na última quinta-feira (24), em noite que misturou reverência, afeto e resistência.
O artista recebeu o Troféu Vitória e ganhou uma publicação especial dedicada à sua trajetória, conforme antecipado aqui. E em seu discurso, agradeceu a láurea diante de uma plateia que usava máscaras com sua clássica maquiagem dos tempos de Secos & Molhados.
— Sempre fiz apenas aquilo que sentia que devia fazer. Nunca tracei planos, apenas segui impulsos. Talvez esse tenha sido o segredo da liberdade que conquistei ao longo da carreira. Mas tudo isso só foi possível porque existiram pessoas que olharam pra mim e disseram: “vamos”. Sempre estive cercado de profissionais comprometidos, dispostos a fazer acontecer. Minha trajetória só chegou tão longe porque nunca caminhei sozinho — declarou o cantor, emocionado.
A homenagem foi seguida da exibição de “Luz nas trevas – A volta do bandido da luz vermelha”, longa de 2010 em que Ney atua sob direção de Helena Ignez.
Entre os premiados na 15ª Mostra Competitiva Nacional de Longas, o goiano “Mambembe”, de Fábio Meira, foi o grande vencedor, como Melhor Filme eleito pelo júri técnico, Melhor Interpretação (Índia Morena) e Menção Honrosa para a artista circense Madonna Show. O capixaba “O deserto de Akin”, de Bernard Lessa, conquistou o prêmio do júri popular e ainda venceu em Fotografia.
Crédito da imagem: Melina Furlan





