Nesses tempos em que reavaliamos conceitos, o termo letramento ganha mais e mais vulto. O Instituto Yduqs e o IDOMED estão tentos a isso. No mês em que se celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, as instituições lançam um curso de letramento étnico-racial . A iniciativa integra o programa Mediversidade e teve seu conteúdo desenvolvido pelo médico Fleury Johnson, fundador do Instituto DIS (Diversidade e Inclusão na Saúde).
O curso é gratuito e voltado a estudantes, docentes, colaboradores e profissionais da saúde, que podem assistir às aulas de forma remota. Os quatro módulos tratam de temas como autoconhecimento, manifestação do racismo na prática clínica, estratégias de enfrentamento e o papel de cada pessoa no processo de transformação institucional.
– Acredito que este curso é um passo fundamental para fortalecer a prática profissional com uma formação mais humana, técnica e ética, verdadeiramente comprometida com os nossos desafios enquanto sociedade. Ele contribui para formar profissionais que cuidam de pessoas em todas as suas dimensões, considerando origens, cor de pele, condições socioeconômicas, portadores de deficiência e orientação sexual – defende o médico, destacando ainda: – Profissionais que reconhecem essa pluralidade são altamente habilitados para prover um cuidado efetivo, baseado na diversidade e no bem-estar. Esse olhar é, sem dúvida, uma marca única, um diferencial na construção de uma medicina mais justa e tecnicamente eficaz.
No que se refere à construção de um ambiente formativo mais justo, Claudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do grupo educacional Yduqs, destaca que o curso possibilita uma educação médica mais inclusiva, favorecendo valores como equidade e empatia:
– O curso de letramento étnico-racial reforça o compromisso da instituição com uma educação médica mais inclusiva. Ele amplia o acesso a conteúdos que estimulam a equidade e contribuem para formar profissionais mais conscientes, empáticos e preparados para atuar em uma sociedade diversa. Democratizar o ensino também significa reconhecer e valorizar as experiências de grupos historicamente minorizados. Iniciativas como essa são fundamentais para transformar realidades e gerar impacto positivo, dentro e fora da sala de aula.
O lançamento do curso ocorre quando o programa Mediversidade conquistou importantes prêmios no Festival de Cannes. As láureas foram concedidas ao livro “O Corpo Preto”, voltado ao impacto social e a diversidade, e o curta metragem nele inspirado, “Corpo Preto”, desenvolvida como parte das estratégias de sensibilização e formação sobre racismo estrutural e seus reflexos na prática médica.





