Arrasta-pé arretado

julho 13, 2025

Estrelas de Vale Tudo caem no piseiro em festival no Rio de Janeiro, e look de Bella Campos divide opiniões

Dizem que, no ofício do ator, ficção e realidade podem se misturar. E no caso de Bella Campos essa lebre foi levantada. A intérprete da Maria de Fátima de Vale Tudo usou uma peça de roupa afinada com a ironia da sua personagem: uma camisa da seleção canarinho que trazia, nas costas, a inscrição “Rica em um corpo de pobre”.

Gaiatice ou provocação? O figurino foi o escolhido pela atriz para marcar presença no Enel Festival de Inverno Rio, que, na noite do último sábado (12), levou à Marina da Glória, Rio de Janeiro, um público que se esbaldou ao som de Zé Ramalho, Alceu Valença e João Gomes.

Se o look da atriz dividiu opiniões, o mesmo não aconteceu com sua educação. Bella cumprimentava a todos por onde passava. E reencontrou alguns colegas de elenco. Muita gente, aliás, deve ter pensado que acontecia ali uma gravação da novela.

Os Roitman estavam representados por alguns dos seus principais intérpretes: Humberto Carrão (Afonso), Malu Galli (Tia Celina), Paolla Oliveira (Heleninha), Pedro Waddington (Tiago) e Leandro Lima (o amante da famigerada Odete), além da supracitada Bella. Do núcleo mais pop, digamos assim, Taís Araújo (Raquel), Matheus Naschtergaele (Poliana), Luís Salém (Eugênio), Ingrid Gaigher  (Lucimar) e, ufa!,  Tiago Martins (Vasco).

E o carioca não perde a oportunidade de destilar seu bom humor. Quando Leandro Lima chegou à Marina da Glória e uma recepcionista pediu que o ator esperasse alguns instantes, uma moçoila que presenciou a cena mandou na lata: “Se Odete estivesse com ele, não teria essa de esperar”. Pano rápido!

Virando a página de “Vale Tudo”, a área VIP do evento parecia mesmo uma sucursal do Projac. E quem também caiu no arrasta-pé foi ela, a estrela de “Dona de mim”, a  novela das sete: Clara Moneke, também esbanjando simpatia (ah, danada!).

E os shows foram contagiantes, com os três artistas misturando emoção e arrebatamento nas medidas certas. Zé Ramalho abriu os trabalhos com a altivez que é uma de suas marcas. E levou o público para sua Vila do Sossego num desfile de clássicos que fez com que esse mesmo povo ficasse (muito) mais feliz do que marcado.

O mesmo aconteceu com Alceu. O cantor e compositor mesclou temas autorais (“Cavalo de pau”, “Dois animais”, entre outros) a referências às próprias raízes como “Sabiá (a todo mundo eu dou psiu)”, numa reverência a Luiz Gonzaga (1912-1989), e “Ciranda da rosa vermelha”, cantada em coro pelo público, que acompanhou o artista ainda em “Morena Tropicana” num final arrebatador.

E será que não havia mais coração? Claro que sim. E ele bateu ao som do piseiro de João Gomes, que mostrou o porquê de ser Rei do segmento. Esbanjando carisma e simplicidade, ele botou o público para cantar e dançar ao som de seus sucessos e ao incorporar ao seu estilo temas de Tiê (A noite”) e clássicos do pop como “Como eu quero” (Paula Toller e Leoni) e “Nada por mim” (Paula e Herbert Viana). “Eu vou fazer você voar”, propôs ele de cara, e o público alçou voo junto.

E por falar em pop, este é o line up do festival neste domingo (13), com quatro bandas de responsa: Biquini Cavadão, Paralamas do Sucesso, CPM22 e Charlie Brown Jr. Aumenta que é rock n roll, bebê!

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)

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