Três não é demais

maio 23, 2025

Personalidades dividem-se entre três exposições abertas no mesmo bairro do Rio de Janeiro

A Gávea está pulsando arte. Na noite da última quinta-feira (22), o bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro foi palco da abertura de três exposições. Embora distintas, angariaram as atenções (e a sensibilidade) de talentos de diferentes gerações e escolas artísticas. 

Na Galeria Danielian Rio, duas mostras simultâneas criam o diálogo em torno da floresta como território simbólico e político. “Verde que te quero ver-te” apresenta obras da artista Rosina Becker do Valle (1914–2002), figura marcante da arte brasileira do século XX. A curadoria é de Marcus Lontra e Rafael Peixoto. No mesmo espaço, “Amazoceno”, nova série de Gabriel Giucci, traz animais em escala real, pintados sobre linho cru. 

A poucos metros dali, na Galeria Movimento, Walter Nomura, o Tinho, abriu a exposição “Tudo que ainda mora em nós”, em que memória afetiva e arte urbana se entrelaçam. As obras partem de cenas cotidianas, como vivências com filhos, afetos e paisagens íntimas. Seus icônicos bonecos de pano ressurgem com novas camadas, guiados pela filosofia japonesa do kintsugi, que enxerga beleza nas rupturas e reparações.

As aberturas tiveram as presenças do ator Eriberto Leão, dos artistas visuais Toz, Renê Machado e Luiz Zerbini, entre outras personalidades. 

Crédito das imagens: Cristina Granato

Eriberto Leão e o artista Tinho
O artista Gabriel Giucci entre os irmãos galeristas Luiz Alberto e Ludwig Danielian
Alessandra Monteiro de Carvalho e Luiz Zerbini
Tinho, Ricardo Limaid e Toz
Vanessa Fehlberg e Renê Machado
Flavia Fabbriziani e Marcus Lontra
Paula Mesquita e Luciana Espírito Santo
Patricia Goodman e Juliana Kimaid

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