‘Ele era único’

maio 23, 2025

A fotógrafa Thereza Eugênia aponta para características que fizeram Sebastião Salgado ser inigualável na sua arte

“Um gênio das imagens e da fotografia”. É assim, sem meias palavras (e não poderia ser de outra forma) que Thereza Eugênia – maior nome feminino da fotografia brasileira – define o fotógrafo Sebastião Salgado, que morreu nesta sexta-feira (23), aos 81 anos.

Para Thereza, uma das maiores retratistas brasileiras, Salgado superou aquele que é um mestre para muitos fotógrafos: Henri Cartier-Bresson (1908-2004).

– Ambos já foram apontados como os maiores fotógrafos do mundo, mas num fato Salgado superou Bresson: no amor que ele tinha pela Terra e no senso de preservação que motivava suas imersões pelos lugares onde fotografou – destaca Thereza.

Sim, trabalhar com Salgado era para os fortes. Era preciso ter o despojamento de se alocar numa região, muitas vezes inóspita, para conhecer aquele lugar e os efeitos da Natureza (e da luz sobretudo) sobre aquela localidade:

– O trabalho exigia que ele permanecesse num lugar dias e dias seguidos. Só assim ele conhecia o local onde estava e o comportamento da população que ali se encontrava.

A artista é categórica em um ponto: Salgado não deixa discípulos pela exclusividade de seu trabalho.

– Tivemos no Brasil a Claudia Andujar (fotógrafa suíça que naturalizou-se brasileira) que registrou populações indígenas num trabalho monumental. Mas o Sebastião Salgado foi mais além ao associar seu trabalho à preservação do Planeta como um todo. Ele era único – arremata.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e reproduções (montagem)

MAIS LIDAS

Posts recentes

Traços fantásticos

Yoshitaka Amano, artista por trás de franquia de sucesso, pinta tela na abertura de sua exposição no Rio de Janeiro

Na grande área

A atriz italiana Barbara Ronchi desembarca no Brasil para participar de festival de cinema com produções europeias