“Mais amor, por favor”. A frase, pintada em letras maiúsculas em um tecido, está bem visível em uma das peças de “Presenças invisíveis – Mulheres trans”, exposição de Isabella Francisco. Artista que nunca abandonou o viés humanista em sua trajetória, ela expõe obras desenvolvidas a partir da colaboração de detentas trans do presídio Evaristo de Moraes.
A partir do projeto Presenças Invisíveis, Isabella coordenou oficinas nas quais as detentas externavam suas angústias através da pintura em tecido. E, claro, a artista ouviu muitas histórias tocantes. Essa troca foi a gênese da mostra, inaugurada na tarde da última quarta-feira (25), no Centro Cultural Correios, Centro da cidade.
– Constatei histórias marcantes e tracei o conceito da mostra – explica a artista, que assina também a curadoria do trabalho. – A maioria está ali por total falta de oportunidades – salienta a artista.
Visibilidade é algo que essas mulheres começam a ganhar agora. A abertura foi prestigiada por grandes nomes do Poder Judiciário, como o ex-desembargador José Carlos Murta Ribeiro, acompanhado pela mulher, a pianista Carol Murta Ribeiro, além de nomes da vida social carioca.
– A arte consegue penetrar no invisível e mexer no subconsciente – crê a artista chamando atenção para o poder transformador do seu ofício: – Quando reunimos artistas disposto a trabalhar junto à sociedade, tudo pode mudar.
E a hora é agora.
Crédito das imagens: Christina Lacerda











