Marjorie Estiano atravessou o tapete vermelho do Festival do Rio com a plenitude de quem entende o peso e a urgência da história que está ajudando a contar. Na noite do último sábado (11), o Cine Odeon, na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro, recebeu a pré-estreia de “Ângela Diniz – Assassinada e condenada”, série original da HBO Max dirigida por Andrucha Waddington, que revisita o caso de feminicídio que chocou o Brasil nos anos 1970.
Em entrevista ao NEW MAG, a atriz — que interpreta a protagonista da história — falou sobre o processo de construção da personagem e o impacto social do projeto.
— Foi um privilégio. Sou muito feliz por ser parceira do Andrucha. Falar sobre a Ângela Diniz é falar sobre a violência que ainda permanece, agride as mulheres, agride a sociedade de uma maneira geral. São quatro mulheres mortas por dia no Brasil — contou Marjorie.
A atriz reforçou a importância de manter o debate vivo e de usar o entretenimento como ferramenta de reflexão.
— Enquanto a gente tiver a vida das mulheres atravessada por esse tipo de violência, a gente precisa falar, seja na escola, na lei, no jornal, no entretenimento. O entretenimento, inclusive, é uma oportunidade de você ver a intimidade, se envolver, conhecer a mãe, a filha, a personagem que foi assassinada e todo o seu entorno.
Marjorie também celebrou o encontro e o resultado do trabalho, que tem no elenco Joaquim Lopes, Camila Mádila e Emílio Dantas no papel de Doca Street (1934-2020), assassino confesso de Ângela Diniz (1944-1976)
— Poder assistir a esse trabalho aqui no festival, na tela de cinema, é um privilégio. É um trabalho tão colaborativo, com tantas camadas, que ver tudo montado é um presente. Fico muito feliz de estar aqui com os meus colegas. Todas as peças são essenciais para a gente contar essa história — arrematou.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e Divulgação Festival do Rio 2025 (imagem)





