O abstracionismo não é suficiente para Daniel Senise. Nunca foi, aliás. Egresso do celeiro artístico revelado pela Geração 80, o artista firma-se como um dos mais pungentes talentos do grupo no qual foi revelado. E, prestes a completar 70 anos, mostra-se mais vivaz do que nunca em sua nova mostra, “Vivo confortavelmente no museu”, inaugurada no fim desta semana na Nara Roesler, no Rio de Janeiro.
E, no caso de Senise, o museu em questão é o da canção de Cazuza (1958-1990): um lugar “de grandes novidades”. O artista seguiu rumo ao futuro sem repetir seu passado e muito menos a si próprio. E isso é evidenciado nas 12 obras trazidas por ele de São Pulo, onde está radicado desde 2022.
E sua estada no Rio foi uma oportunidade de ele receber os abraços dos muitos amigos que tem por aqui. Gente dos quilates da artista visual Beatriz Milhazes, sua companheira de geração; o casal Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho e a consultora e curadora de arte Chris Laclau.
Senise é um exemplo, aliás, de que a outrora vanguardista e hoje errática geração 80 não se perdeu de todo. Ainda bem.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Murillo Tinoco (imagens)










