E novamente ele chegou. E, como na canção, com inspiração (e muita disposição). E, como reza outra de suas canções, com aquele “seu jeito contagiante”. E isso só Jorge Ben Jor tem. E que com ele segue firme pelo que foi demonstrado em “Alquimia Popular Brasileira”. A apresentação levou fãs do artista a lotarem, na noite do último sábado (17), o Nubank Park, em São Paulo.
O show marca, como antecipado aqui, o retorno do astro à estrutura de uma superprodução, realizada em parceria com a 30e. Ben Jor optou recentemente por apresentações menores, como as realizadas no Belmond Copacabana Palace, onde fixou residência há alguns anos no Rio de Janeiro.
A volta do cantor a um estádio foi monumental. E Ben Jor passou em revista parte de seu cancioneiro ao elencar sucessos que eternizaram-se entre as décadas de 1960 e 1990 como “O telefone tocou novamente” e “W Brasil (Chama o síndico)”, lançadas, respectivamente, no LP “Força bruta” (1970) e em “Ao vivo no Rio” (1990), álbum que apontou para uma renovação do público do artista naquele início de década.
Ben Jor costuma encerrar seus shows chamando ao palco alguns dos amigos presentes na plateia. E não foi diferente nesse grandioso show. E nomes como Baby do Brasil (intérprete que eternizou “Todo dia era dia de índio”, do artista) e Samuel Rosa subiram ao palco e animaram a festa ao som de “Taj Mahal”, entre outros hits que arremataram a noite.
A idade exata do artista é preservada a sete chaves. Contemporâneo de nomes como Roberto e Erasmo Carlos, especula-se que o autor de “Mais que nada” esteja hoje na casa dos 86, 87 anos. O fato é que o artista demonstrou que o fato de ser hoje octogenário não diminui em nada “seu poder de algo mais e alegria”. Abençoado seja!
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Vans Bumbeers (imagens)







