“Um poema de arquitetura ideal”. As palavras de Waly Salomão (1943-2003) vêm muito bem a calhar quando se trata do trabalho do artista visual português José Pedro Croft. No caso deste, legítimo representante da vanguarda no seu país, suas obras são poemas de arquitetura ideal, e uma exposição no Rio de Janeiro nos dá prova disso.
Centro e setenta obras do artista (muitas delas gravuras) compõem “José Pedro Croft: reflexos, enclaves, desvios”, aberta com curadoria de Luiz Camilo Osório na noite da última terça-feira (23), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio.
A inauguração foi prestigiada por alguns dos mais importantes nomes das artes visuais brasileiras num sinal do quão bem quisto é o artista por cá, ó, pá. Walter Carvalho, Iole de Freitas, Waltércio Caldas, Ernesto Neto e Afonso Tostes passaram por lá, além de nomes da nova geração como Ana Holck, Cabelo e Antonio Bokel.
E como reza aquela canção do Chico, “foi bonita a festa, pá”. E contentes ficaram todos. E arrebatados também.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Marco Rodrigues (imagens)












