O ano era 1995. Victor Biglione desembarcou na Suíça com sua guitarra e um quarteto brasileiro. Eles estavam ali para se apresentar num dos mais tradicionais festivais do planeta: o Montreux Jazz Festival. A noite originou um álbum cuja produção foi dividida por Biglione com simplesmente uma lenda do mercado fonográfico: Quincy Jones (1933–2024).
Cultuado entre colecionadores, o álbum chega finalmente às plataformas digitais. “29º Montreux Jazz Festival (Ao Vivo)” chega à internet nesta sexta-feira (25), remasterizado por Carlos Mills e disponibilizado pela Mills Records. A iniciativa marca as cinco décadas de carreira do músico, nascido na Argentina e naturalizado brasileiro, e que acumula mais de 1.170 gravações, dois Grammys e dois Kikitos.
— Foi uma aventura maravilhosa poder levar o jazz brasileiro para um dos maiores festivais do mundo e ainda com a coprodução do Quincy Jones. E essa remasterização está espetacular, com o que tem de melhor em tecnologia de hoje em dia — celebra o artista.
Biglione dividiu a apresentação com Zé Lourenço nos teclados, João Baptista no baixo e Magno Alcântara na bateria. Entre as oito faixas do repertório estão “Canto de Ossanha”, de Baden Powell (1937–2000) e Vinicius de Moraes (1913-1980), “Trenzinho do Caipira”, de Heitor Villa-Lobos (1887–1959), e “Quebra Pedra”, de Tom Jobim (1927–1994). 019).
A edição de 1995 ainda guarda uma curiosidade: David Bowie (1947–2016) assinou o pôster oficial do festival, deixando também sua marca visual naquele ano.
Créditos: Érica Magni (texto), Nando Chagas (imagem de home) e Divulgação (imagem de arquivo)






