Leitor e admirador da poesia de Paulo Leminski (1944-1989), o cantor e compositor Vitor Ramil vivenciou recentemente uma experiência curiosa e, por que não, prazerosa: a de criar canções a partir de versos do autor curitibano. E o resultado são as 13 faixas de “Mantra concreto”, lançado ano passado e que ele lança no Rio de Janeiro – e justo quando o escritor é celebrado na Flip pelos 80 anos que completaria.
– Que o shows coincidam com a efeméride dos 80 anos foi um toque de magia numa circunstância que já parecia mágica, já que as canções deste disco nasceram quase que diariamente, e resultaram muito fortes e coesas – celebra o caçula dos irmãos Kleiton & Kledir.
As apresentações no Rio acontecem nesta terça (29) e na próxima (05), dentro do Terças no Ipanema, ocupação que, através da curadoria de Flávia Souza Lima, voltou a promover temporadas de apresentações musicais no Teatro Ipanema, rebatizado de Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa.
E Vitor terá as participações de dois nomes de responsa nas apresentações: Ney Matogrosso, no dia 29, e Adriana Calcanhotto no encerramento,na semana seguinte.
– Ney faz eu me realizar como compositor cada vez que canta uma canção minha. E Adriana fez o mesmo por mim recentemente, ao gravar lindamente ‘Estrela, Estrela’ (lançada por Gal Costa em 1981) – celebra Vitor,que levará ao palco do Ipanema temas de projetos anteriores como “Loucos de Cara” e “Astronauta lírico”, entre outros.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e divulgação (imagem)





