‘Um chamado profundo’

novembro 12, 2025

Dira Paes leva à COP30 filme que marca sua estreia na direção e fala da importância de o cinema refletir o país

A arte paraense se impõe no coração da COP30. Dira Paes leva “Pasárgada”, que marca sua estreia na direção de um longa-metragem, para sessões especiais em Belém. As exibições vão acontecer na sexta-feira (14), no Cine Dira Paes, no Palacete Pinho, e no sábado (15) na Ilha do Combu — esta última voltada às comunidades ribeirinhas e tradicionais.

Filha de Abaetetuba (PA) e uma das vozes mais potentes da Amazônia, Dira, além de dirigir e atuar, também assina o longa como roteirista e produtora. O filme acompanha Irene, uma ornitóloga que, isolada em meio à floresta tropical, redescobre sua sensibilidade e enfrenta dilemas entre a razão científica e o pertencimento à natureza. 

— Dirigir esse filme foi um chamado profundo para pensar a relação entre a mulher, o corpo e a floresta, essa entidade viva que nos ensina a escutar — afirma Dira.

A obra, que conta com Humberto Carrão, Cássia Kis e Peter Ketnath no elenco, estreou mundialmente no Festival de Gramado de 2024. A produção já passou por festivais internacionais como os de Karlovy Vary, República Tcheca, e de Guadalajara, México, onde conquistou o Prêmio WIP Paradiso. Para a artista, o lançamento durante a COP30 é também um gesto político: 

—Trazer “Pasárgada” para a Amazônia, nesse momento em que o mundo olha para nós, é afirmar a força do cinema amazônico como instrumento de consciência e transformação.

Crédito da imagem: divulgação

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