‘Trata-se de censura explícita’

outubro 16, 2026

Denise Stoklos fala do cancelamento de leitura que faria em universidade do Paraná e declara apoio a Lula

A nove dias do segundo turno das eleições,  Denise Stoklos sentiu o peso do silenciamento. A atriz foi informada sobre o cancelamento da leitura que faria de “Um fax para Colombo”, um dos solos do seu repertório, na sua cidade natal, Irati (PA). A apresentação aconteceria na próxima terça-feira (20), na Unicentro, e a notícia foi dada pela atriz  em vídeo publicado nesta sexta-feira (16) nas suas redes sociais.

— A minha prezadíssima Unicentro, através do seu departamento jurídico, cancelou minha apresentação da leitura da peça “Um fax para Colombo”, que estava contratada para acontecer nesta terça-feira por razões da proximidade do segundo turno — contou.

A justificativa apresentada pela instituição foi, segundo Denise,  a da possibilidade de a atividade provocar posicionamentos políticos entre os estudantes. A atriz ponderou, no entanto, que o texto não cita partidos ou candidatos e defendeu que a reflexão sobre os temas abordados pela obra faz parte da expressão artística.

— Apesar de eu não citar nesse texto nenhum partido, nenhum candidato, eu realmente esperaria que levantasse mesmo nos estudantes seu posicionamento contra submissão, tortura, exploração — declarou.

Escrita em 1992, por ocasião dos 500 anos da Descoberta da América, a peça aborda a colonização e as ditaduras que se seguiram. Ao comentar a decisão, Denise questionou o impedimento de uma apresentação de cunho histórico justamente pelo potencial de estimular o pensamento crítico do público:

— Quando apresentar uma peça de cunho histórico é proibida, pois pode levar estudantes a raciocinar, trata-se de censura explícita. Pergunto, se tal censura acontece agora, em uma universidade, o que pode vir adiante?

Ao final do vídeo, Denise fez uma declaração em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

— Conclusão, mais do que nunca. Vote Lula. Vote 13 — arrematou.

Créditos: Bruno Nunes (texto) e reprodução / Internet (imagem)

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