A atriz, poeta e artista visual Carolina Kasting, conhecida pelo grande público por personagens que interpretou na televisão, mostra cada vez mais que sua arte não tem mesmo limites. Nesta quarta-feira (19), ela abre sua terceira exposição individual, “Ser corpo muitos verbos” no Centro Cultural Correios, Centro do Rio de Janeiro.
Com curadoria de Amanda Leite e Cota Azevedo, ela reflete nas suas telas abordagens inesperadas que projetam a existência do corpo em movimento. A artista também traz o seu lado feminista para a mostra.
– A visão sobre o corpo mudou por causa da resistência das mulheres. O feminismo traz a possibilidade de um futuro viável para todos nós, seres humanos. O sistema patriarcal, que oprime mulheres, é o mesmo que produz a masculinidade violenta, a desigualdade em níveis absurdos e a destruição do planeta. Estamos começando a perceber essa realidade e a fortalecer alianças a partir das nossas precariedades, nos reconhecendo como sujeitos agentes e produtores de nossa própria vida. Isso é uma força descomunal, a virada para um outro sistema mundial – opina Kasting, em entrevista ao NEW MAG.
A artista estuda artes visuais desde 2000, quando começou a cursar a Escola do Parque Lage, no Rio de Janeiro, formando-se em fotografia. No entanto, ela conta que tenta sempre afirmar-se como multiartista.
Uma prova disso é que ela irá apresentar duas performances cênicas na abertura de sua exposição, uma em referência aos manifestos de ativistas em museus, e outra, uma denúncia e uma ressignificação dos pontos de maior violência contra as mulheres na América Latina.
– Nunca vou abrir mão de nenhuma parte de mim. Serei, cada vez mais, múltipla, somando potencialidades. Sou multiartista, atriz e poeta. Mesmo que tentem me reduzir, estou sempre ampliando minhas possibilidades. Trabalho na intersecção entre as artes cênicas, as artes do corpo e as artes visuais – resume ela.
Crédito da imagem: Cristina Granato