Uma artista plena de possibilidades. E fiel à sua essência. Uma criadora que trafega com competência pela seara das formas geométricas e das tintas fortes. Assim é Lúcia Vilaseca. Reservada e mais afeita à quietude, ela tem na arte seu meio de comunicar-se com o mundo. Assim sendo, é um chamamento sempre que ela tem algo a mostrar.
E ela tem. E, desta vez, vai além da tênue linha entre o pictórico e a palavra. Palavras, melhor dizendo – e as de um mestre da literatura universal: James Joyce (1882-1941). O livro “Música de Câmara”, do escritor irlandês, é uma das inspirações para “Lucia Vilaseca – Outras possibilidades”, nova exposição da artista.
A exibição tem obras inéditas produzidas entre 2022 e 2025 e selecionadas pelo olhar sempre atento da curadora Vanda Klabin. E o vaivém na Galeria Patrícia Costa, no Cassino Atlântico, em Copacabana, foi vibrante. Tal e qual a arte desta que tem na sensibilidade e na precisão a sístole e a diástole das suas criações.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Vera Donato (imagens)









