A pintura e a escultura nem sempre precisam ocupar espaços distintos. Na trajetória de Rodrigo de Castro, uma linguagem passou a alimentar a outra, abrindo novas possibilidades de explorar cores, formas e luz. Esse diálogo está no centro de “A ordem sensível”, exposição que marca o novo momento do artista.
Com curadoria de Vanda Klabin, a mostra foi aberta na última quinta-feira (15), na Galeria Patrícia Costa, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Entre os presentes, os artistas visuais Luiz Aquila, Dudu Garcia e Marcelo Monteiro, além de a arquiteta Gisele Taranto.
— As esculturas nasceram, num primeiro momento, da observação das telas. A vontade de fazer com que a cor ocupasse o espaço me levou a pesquisar uma maneira de construir essa cor como escultura — explica Rodrigo.
Há três anos, o artista levou suas esculturas à mesma galeria, experimentando a passagem da pintura para a tridimensionalidade. Agora, o movimento acontece no sentido inverso: a experiência com as esculturas inspira novas investigações na pintura, aproximando ainda mais as duas linguagens.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e Vera Donato (imagens)









