O samba de raiz vai tomar conta da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste Carnaval. Sob o comando de Diogo Nogueira, o Bloco do Clube do Samba voltará às ruas do bairro celebrando o legado de João Nogueira (1941-2000), criador do referido clube e um dos nomes centrais da história do gênero no Brasil.
O cortejo ganha um significado especial em 2026, ano em que João Nogueira completaria 85 anos. À frente do bloco, Diogo vai conduzir um repertório que atravessa gerações, reunindo sambas clássicos em um clima pensado para todas as idades. A relação direta entre o samba, a rua e o público é o princípio que sempre guiou o Clube do Samba desde sua criação.
— O Bloco do Clube do Samba tem tudo a ver com o que o meu pai acreditava: samba na rua, perto das pessoas, de forma simples e verdadeira. Fazer esse desfile em um ano em que ele completaria 85 anos torna tudo ainda mais especial. É uma celebração da música, da cidade e do encontro com o público — afirma Diogo sobre a iniciativa, cuja concentração será na manhã de terça-feira (17), na altura da Rua Santa Clara, em desfile aberto ao público.
Criado nos anos 1980, o Bloco do Clube do Samba acompanhou a própria evolução do carnaval de rua carioca. Surgiu no Méier, na Zona Norte da cidade, passou pela Avenida Rio Branco, no Centro, e se estabeleceu em Copacabana, na Zona Sul, onde se consolidou como uma das manifestações mais tradicionais do samba no Carnaval do Rio.
À frente da instituição está Ângela Nogueira, viúva de João Nogueira e presidente do Clube do Samba, responsável por dar continuidade ao projeto idealizado pelo artista. Reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro, o Clube segue como espaço de preservação, encontro e celebração do samba, conectando diferentes gerações em torno da música brasileira.
Crédito da imagem: Priscila Prade





