
Um grande brinde à boemia e à memória cultural do Rio de Janeiro. Assim foi a sessão de gala de “Rei da Noite”, na última sexta-feira (10), que transformou a Estação NET Gávea, na Zona Sul da cidade, em uma verdadeira celebração da vida e da história de Ricardo Amaral — o icônico empresário e produtor de eventos carioca. Exibido na mostra Première Brasil – Retratos do Festival do Rio, o documentário celebra o homem que reinventou o conceito de entretenimento no país e fez do Rio uma referência mundial de alegria, glamour e ousadia.
Dirigido por Cassu, Lucas Weglinski e Pedro Dumans, o filme mistura entrevistas, arquivos e cenas recriadas para compor um retrato vibrante do homenageado. Inspirado em “La Dolce Vita”, de Federico Fellini (1920-1993), o trio aposta em uma narrativa que une sonho, memória e invenção.
— O Ricardo é uma pessoa interessantíssima, ele tem uma história riquíssima. A grande dificuldade foi condensar e conseguir colocar isso tudo num filme só. Dá para fazer uma série com 8 a 10 episódios que ele merece — contou Pedro.
Cassu definiu a experiência como “um prazer distribuído em três pessoas que se respeitam, que se olham, que se curtem e que se valorizam”, enquanto Lucas destacou que o objetivo era capturar o espírito criativo e contagiante que sempre cercou Amaral.
O próprio “rei” encerrou a noite com um discurso emocionado e um apelo pela reanimação cultural da cidade.
— Espero que esse documento sirva para a grande virada do Rio de Janeiro, para aqueles que hoje se dedicam aos eventos, às promoções, à animação cultural, o turismo do Rio de Janeiro. Façamos um grande movimento de reanimação dessa cidade, como ela tem que ser. O Rio de Janeiro tem que ser a arena mundial de acontecimentos — declarou, sob aplausos.
Com depoimentos de nomes como Bruno Mazzeo e Nelson Motta, “Rei da Noite” revisita casas icônicas — como o lendário Hippopotamus — e os bastidores de uma era dourada para a história da Cidade Maravilhosa.
Crédito das imagens: Divulgação Festival do Rio 2025







