Sandra Duailibe é uma mulher de palavra. Era abril de 2024, e a cantora apresentava no Rio de Janeiro o show “Da Amazônia” quando ouviu pela primeira vez a “Prece à samaúma”. A canção fora interpretada por uma das participantes daquela noite, a cantora e compositora Lucina, coautora do tema juntamente com o poeta paraense Joãozinho Gomes.
– Fiquei louca com a música e, lá no Rio mesmo (ela divide-se entre Belém e Brasília), falei para mim mesma sem pestanejar: eu quero, eu quero, eu quero – diverte-se a intérprete, de uma sofisticação como poucas hoje no país, em depoimento ao NEW MAG.
E, no caso, ela fez jus àquela máxima que diz que querer é poder. E lá foi ela para o estúdio. Autêntica representante do segmento que podemos chamar de MPB de raiz, a artista estava ciente de um fato: queria os tambores da sonoridade paraense – e não somente eles, que fique claro.
A gravação, cujo clipe chegou neste domingo (28) às plataformas de vídeo (como pode ser visto aqui), inaugura uma parceria entre a artista e um cara que ela admira há tempos: Manoel Cordeiro. Apontado como um dos mestres da Guitarrada, ele assina a direção musical da faixa como também dedilha sua guitarra nela. Suas, melhor dizendo…
– Queria desde sempre essa levada, que é absolutamente paraense com uma influência afro, e queria também o Manoel Cordeiro que, aos 70 anos, é uma sumidade, um virtuoso – explica a artista sem disfarçar a alegria pelo fato de trabalharem finalmente juntos: – Ele é o máximo! Adoro, adoro, adoro!
E isso fica evidente na gravação.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Celio Maciel (imagem)





