‘Pronta para pirar’

janeiro 27, 2026

Marina Lima fala do que motivou o single que prenuncia o álbum de inéditas com que vai celebrar seus 70 anos

Marina Lima abriu oficialmente as celebrações pelos seus 70 anos. A cantora lançou nesta terça-feira (27) “Olívia”, primeiro single do álbum “Ópera Grunkie”. A faixa, já disponível nas plataformas digitais, antecipa o clima do novo e aguardado álbum com a artista em plena liberdade criativa, misturando humor, invenção e identidade autoral. A inspiração veio de forma inesperada — e bem ao estilo Marina.

 — Fazendo bike, me deparei com uma postagem no Instagram sobre uma macaca chamada Olívia. A tutora dela comentava que Olívia não podia ser contrariada que começava a arrancar a roupa. Ri muito. Peguei este mote e comecei a compor — conta a cantora. 

A partir daí, a canção tomou corpo em colaboração com Arthur Kunz e Renato Gonçalves, que assinam a produção musical ao lado da própria Marina:

— Chamei Renato e Arthur para criarmos o reggaeton e termos uma base pronta para pirar — explica a artista,  antes de elencar outras adesões ao projeto: — Convidamos o ator e músico Pablo Morais (que vem a ser o inventor da palavra grunkie) para criar os diálogos juntos e Fabiana Kherlakian (empresária) para temperar o molho. Aí vem Késsya Fernandes (produtora) com a grande deixa. Deu no que deu.

“Ópera Grunkie” — cujo lançamento está marcado para  24 de março — será o 18º álbum de estúdio da artista e o primeiro após a morte de seu irmão, o poeta e letrista Antonio Cicero (1945-2024). O projeto promete expandir ainda mais o universo dos grunkies — termo criado e popularizado por Marina para definir sua tribo criativa, apresentado ao público em 2019 no documentário “Uma garota chamada Marina”, de Candé Salles. Grunkie, como ela costuma definir, é quem vive com liberdade, inteligência, coragem e talento.

O novo trabalho contará ainda com colaborações de nomes como Ana Frango Elétrico, Laura Diaz (do Teto Preto) e Edu Martins, produtor que esteve ao lado de Marina em álbuns marcantes como “Setembro” (2001) e “Clímax” (2011).

Crédito da imagem: Marina Novelli

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