Ela é uma das vozes femininas lapidares da bossa nova, juntamente com Nara Leão (1942-1989) e Astrud Gilberto (1940-2023). E chega aos 80 anos com o (merecido) status de grande dama da nossa música. Estamos falando de Wanda Sá, artista que mantém-se fiel a seu estilo desde o álbum que marca sua estreia fonográfica, o obrigatório “Vagamente” (1964).
A intérprete leva ao palco o repertório do álbum lançado este ano e que celebrou suas oito décadas de vida, completadas ano passado. A apresentação de “Wanda Sá 80 anos” (Biscoito Fino) acontece neste sábado (23), no Manouche, o simpático clube da Casa Camolese, no Rio de Janeiro.
E Wanda vai receber no palco alguns dos amigos dos quais foi aproximada pela música. São eles simplesmente Roberto Menescal (produtor do seu álbum de estreia), Joyce Moreno, Antonio Adolfo e Jards Macalé. A lista inclui ainda dois nomes que a cantora conhece muito bem (muito mesmo) e com os quais calha agora de cantar pela primeira vez num palco.
São eles dois dos seus três filhos: a atriz Isabel Lobo e Bernardo Lobo, exímio compositor da nova geração (atenção ao trabalho dele) e parceiro de Wanda em “Valsa nova”, frutos da relação com Edu Lobo, de cuja cepa saiu também a respeitada produtora de elenco Mariana Lobo.
— Espero que esse seja a primeiro de muitos encontros no palco com os dois – celebra Wanda, sem disfarçar o orgulho da prole.
E ela tem mesmo muito do que se orgulhar. De manter-se fiel a si própria, sobretudo.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Nana Moraes (imagem)





