Passos da tropicália

dezembro 12, 2025

Entre as bailarinas Irupé Sarmiento e Vera Lafer, Zezé Polessa aplaude o espetáculo da Studio3 Cia. de Dança que reverencia Caetano Veloso, em SP

Após ter os ingressos esgotados, o espetáculo  ‘Deixa eu Dançar’, da Studio3 Cia. de Dança, retornou ao MASP Auditório, em São Paulo, na noite de quinta-feira (11) atendendo a pedidos do público que pôde, mais uma vez, se encantar com a montagem que explora as facetas de Caetano Veloso. Na plateia, a convite dos empresários e promoters, Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho, nomes como Zezé Polessa, Noemia Buarque de Hollanda, Andrea Natal e Juliana Rosenthal, roteirista da série de sucesso ‘Tremembé’, aplaudiram o manifesto cênico com arranjos inéditos e a mesma transgressão e modernidade que marcam a obra do expoente da Tropicália.

Em ‘Deixa eu dançar’, que tem coreografia de Anselmo Zolla e dramaturgia e direção teatral de William Pereira, a multiplicidade de caminhos trilhados pelo compositor baiano é refletida na diversidade dos movimentos, que ora evocam a transgressão tropicalista, ora traduzem a introspecção de um artista que transcende gêneros e fronteiras.

Vale ressaltar os arranjos inéditos de Clarice Assad, que iluminam a obra de Caetano com camadas que conversam com sua liberdade estética, ora sugerindo rupturas, ora desenhando delicadezas. O resultado é um manifesto cênico que fala do Brasil a partir da dança — um país tenso e inventivo, feito de contrastes, encontros e reinvenções.

Crédito das imagens: Leandro Menezes

 

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