Ela é a Glória. Literalmente falando. Uma estrela capaz de iluminar as telas – da TV e do cinema – cuja magnitude é difícil de mensurar tamanho seu brilho. Estamos falando de Glória Pires. A atriz e cineasta está próxima de levar seu talento a um lugar até então inexplorado por ela: o teatro. E numa produção que envolve ainda uma colega que, como ela, tem décadas dedicadas à TV, além de ser uma de suas amigas mais próximas.
Glória vai dirigir Narjara Turetta neste que será o primeiro solo da atriz, “O que terá acontecido a Narjara Turetta?”. O texto é assinado pelo dramaturgo e roteirista Aloísio de Abreu, ator dos bons, egresso do “Subversões”, show que revolucionou o humor em idos dos anos 1990.
A dramaturgia teve como premissa a autobiografia da atriz, “A reinvenção – Altos e baixos da minha vida” (Rubi Editorial), lançada em 2024, e foi acrescida por dados colhidos por Aloisio a partir de entrevista com Narjara. E a ideia de ter Glória na direção partiu dela própria, como conta a artista.
— A Glória alegou que conhecia bem a minha trajetória e foi categórica quando me perguntou que outra pessoa poderia dirigir o espetáculo senão ela – pontua Narjara que trabalhou como coach da amiga em trabalhos recentes de Glória como na novela “Babilônia”, exibida em 2015.
E Glória está coberta de razão. As duas labutam na profissão desde muito novas. Glória tinha simplesmente 9 anos quando, em 1972, fez seu début na TV como a Fatinha na primeira versão de “Selva de pedra”. Já Narjara faria sua estreia sete anos depois quando, no fim daquela década, foi revelada em “Malu Mulher”, minissérie na qual viveu a filha da protagonista, interpretada por Regina Duarte.
Esse episódio é um dos muitos que estarão no espetáculo, que tratará de temas como o luto vivido por Narjara em razão da perda da mãe, Dona Maria Antônia, e dos altos e baixos atravessados por quem se dedica ao mister de ser artista no país. Os preparativos vão de vento em popa, como revela a atriz.
— Tivemos um encontro em Araras, aproveitando uma das vindas da Glória ao Rio, e, em maio, fui a Goiânia para novas rodadas de leituras do texto e conversas sobre a montagem – arremata Narjara.
E esta empreitada tem tudo para ser marcante também para o público. Que abram-se as cortinas!
Créditos: Christovam de Chevalier (texto), Eny Miranda (foto home) e reprodução/instagram (foto matéria)






