Quando se trata de exercer seu ofício, Marcelo Serrado é aquele ator que não poupa esforços. Ele se dedica por inteiro, e a legião de personagens que criou, no palco e nas telas, corrobora tal percepção. Um fato, ocorrido em 2020, fez o ator pegar mais leve – com a vida, sobretudo. Sintomas como formigamento e falta de ar levaram ao diagnóstico da síndrome do pânico. E esta descoberta é o cerne de “Fora do roteiro” (Sextante), biografia lançada pelo artista no Rio de Janeiro.
Arlete Salles foi das primeiras a chegar à Livraria da Travessa do Shopping Leblon, ainda por volta das 18h (uma hora antes de o lançamento começar). E uma longa fila já estava formada. A presença da grande dama era um prenúncio de que a noite seria um sucesso – o que de fato foi.
Marcelo foi prestigiado por amigos que fez nos segmentos nos quais atuou: teatro, onde deu seus primeiros passos artísticos, TV, cinema e – por que não? – na música. O vaivém foi grande e incluiu atores de diferentes gerações e escolas: de Maria Padilha (estrela de “O despertar da Primavera’, cuja montagem, em idos dos anos 1980, fez a cabeça de Serrado) a Alan Souza Lima, passando por Flávia Monteiro, Malu Rodrigues e Wendell Bendelack, reunidos ali pelo casal de promoters e empresários Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho.
O cinema foi muito bem representado por Flávio Tambelini, George Moura e pelo casal Walkiria Barbosa e Marcos Didonet, estes responsáveis por importantes eventos do setor como o Festival do Rio e seu braço de negócios, o RioMarket.
Já Cacá Mourthé, sobrinha de Maria Clara Machado (1921-2001) e atual gestora de O Tablado (onde Marcelo despontou no musical “Tribobó City”), adorou reencontrar André Marques, outra prata da célebre escola, onde surgiu na comédia “Advocacia segundo os Irmãos Marx”, com direção do hoje saudoso Bernardo Jablonsky.
E quando Narcisa Tamborindeguy adentrou a livraria foi aquele auê. A empresária foi afável aos pedidos de fotos – que não foram poucos – e ouviu dos presentes alguns de seus célebres bordões.
“Fora de roteiro” inspira também, como você viu aqui, um documentário homônimo, dirigido e produzido por Edu Felistoque para a Aquarius, plataforma sob o comando do craque Bruno Weiner.
Marcelo Serrado é aquele ator que tem muito a mostrar – e a dizer. Recursos para isso não faltam. Mesmo com ele pegando agora mais leve. No que faz ele muito bem, aliás.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Roberto Filho /Brazil News (imagens)























