“Feito pipa” está na crista da onda – e razões para tanto não faltam. Escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar, o longa de Allan Deberton foi premiado em Berlim e levou cinco troféus em Gramado, incluindo o de Melhor Filme pelo Júri Popular. E é assim, cercado de expectativas, que chega ao Festival do Rio, onde inaugura, nesta terça (06), o novo cinema do Centro Cultural FGV, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, tendo ainda cinco outras exibições ao longo do festival.
O filme é estrelado por Lázaro Ramos e por Yuri Gomes. A parceria entre o veterano e o menino de 12 anos foi imediata. E marcada por um tanto de afinidades. Os dois são baianos, começaram cedo no teatro e encontraram pontos em comum no humor e na dança, como conta Lázaro ao NEW MAG.
— A sintonia com o Yuri surgiu imediatamente. Ele também é um ator que começou muito cedo no teatro, como eu. Nossas primeiras conversas foram sobre fazer teatro, a relação dele com a dança e a nossa baianidade – revela o ator, destacando outro ponto que os uniu: — O humor também nos aproximou muito.
Yuri e Lázaro nasceram na mesma cidade, Salvador (BA), e este foi outro ponto que favoreceu a aproximação entre eles, como destaca Lázaro:
— Existe uma intimidade baiana que aparece logo de cara. Acho que o jeito baiano de viver e de se relacionar proporcionou essa conexão. Baiano costuma fazer isso quando encontra outro pelo mundo.
Na trama, Yuri é Gugu, um menino apaixonado por futebol e criado pela avó (Teca Pereira). Quando a saúde desta se fragiliza, ele tenta esconder a situação para não serem separados. Até que as circunstâncias levam-no a morar com o pai, Batista, vivido por Lázaro.
Como reza aquele ditado baiano, Yuri é pequeno, mas fita os Andes. E a espontaneidade do jovem colega encantou Lázaro nas filmagens.
— Era muito lindo acompanhar a inteligência cênica do Yuri. Às vezes, ele se recusava a fazer alguma coisa e nos levava por caminhos muito mais autênticos do que os planejados. Isso foi muito bom – arremata.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto), Luciana Prezia (alto) e divulgação (matéria)






