O cinema venceu

outubro 13, 2025

Cerimônia de encerramento do Festival do Rio consagra longa estrelado por Carolina Dieckmmann em noite de celebração do cinema nacional

O cinema nacional teve mais um capítulo de sua história escrito. Em uma noite repleta de emoção, o Cine Odeon, na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro, foi palco da cerimônia de encerramento do Festival do Rio 2025. Apresentada por Luisa Arraes e Clayton Nascimento, a celebração consagrou no último domingo (12) produções que exaltam a diversidade, a força e a capacidade transformadora da arte.

O Troféu Redentor, símbolo máximo do festival, coroou “Pequenas criaturas”, dirigido por Anne Pinheiro Guimarães e estrelado por Carolina Dieckmmann, como Melhor Longa-Metragem de Ficção da Première Brasil. O filme também levou a láurea de Melhor Direção de Arte para Claudia Andrade. Já “Ato noturno” se destacou ao conquistar quatro prêmios, incluindo o Felix de Melhor Filme Brasileiro, Melhor Ator (Gabriel Faryas) e Melhor Roteiro (Filipe Matzembacher e Marcio Reolon). Entre os novos talentos, “Uma em mil” levou o prêmio de Melhor Longa da mostra Novos Rumos.

Klara Castanho, premiada como Melhor Atriz por “#SalveRosa”, ressaltou a importância do festival como vitrine para obras que ainda buscam espaço nas telas. 

— Tudo no nosso cinema é feito com tanto amor, com tanto empenho, que precisa chegar ao maior número de pessoas possível — disse a atriz.

Leandra Leal e Ângela Leal emocionaram o público ao receberem o Prêmio Especial do Júri por “Nada a Fazer.” Mãe e filha transformaram o palco em um abraço simbólico à arte.

—Esse filme é uma declaração de amor à minha mãe e à fé pela arte como transformação — declarou Leandra. Em texto lido por sua filha, Ângela defendeu a cultura como “uma luta por nós mesmos”.

Tainá Müller, que venceu Melhor Documentário por “Apolo”, dedicou o troféu ao filho e a todas as crianças. Alejandro Claveaux, Melhor Ator Coadjuvante por “Ruas da Glória”, lembrou das pessoas cujas histórias inspiraram sua atuação e usou o palco como espaço de denúncia e empatia.

A cerimônia reafirmou o poder do cinema na sociedade. 

— Esse festival movimenta a cidade — contou a produtora Luciana Bezerra, lembrando o impacto cultural e econômico do evento. A coordenadora de programação internacional, Maria Mendes, também celebrou a ampliação da mostra, que teve número recorde de filmes brasileiros.

Encerrando a noite, João Borges, premiado como Melhor Diretor na mostra Novos Rumos por “Espelho cigano”, sintetizou o espírito do festival.

— O cinema é o nosso reflexo e o nosso respiro. E o Rio é o seu coração pulsante — declarou.

Créditos das imagens: Divulgação Festival do Rio 2025 e reprodução / Instagram

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