
Ela é uma referência quando se trata do jornalismo exercido com competência e retidão. Premiada e aclamada, é também imortal. A jornalista e escritora Miriam Leitão tomou posse, na noite da última sexta-feira (08), na Academia Brasileira de Letras (ABL). A nova imortal ocupa agora a cadeira de número 07, sucedendo o cineasta Cacá Diegues (1940-2025).
A cerimônia foi prestigiada por nomes do jornalismo, das artes e, como antecipado aqui, por autoridades da Política Econômica brasileira. O evento contou com a presença do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, chamado à mesa, e com os pais do Plano Real, os economistas Pedro Malan, o também imortal Edmar Bacha e Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central.
Tendo dedicado à preservação ambiental alguns de seus livros infantis e artigos publicados na imprensa, Miriam trouxe o tema à baila também no seu discurso de posse, precedido pela saudação de boas-vindas dada pelo poeta e imortal Antonio Carlos Secchin.
– Nosso patrimônio natural está sob ataque, diário e incessante, dos que ainda mantém a obsoleta visão de que a proteção ambiental impede o desenvolvimento – criticou a imortal, que recebeu o colar de Ana Maria Machado, e o diploma, de Ruy Castro.
A maior abrangência da Casa à diversidade mereceu elogios da escritora, prestigiada por colegas de ofício como Conceição Evaristo e a futura imortal Ana Maria Gonçalves, eleita para a instituição em julho e que fará História como a primeira mulher negra a entrar na ABL:
– Merecer os que vieram antes é sobretudo procurar cada vez mais fazer dela (a casa) um centro plural do pensamento brasileiro, no qual esse país diverso, nego, branco, indígena multilíngue, construído por homens e mulheres das mais diversas origens e regiões, se veja, se reconheça.
Que assim seja.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto), Dani Paiva e André Feltes (imagens)












