‘Não poderia estrear em outro lugar’

novembro 11, 2025

Filha de Gonzaguinha e Sandra Pêra dirige a mãe em show e revela quem foi o cupido que aproximou seus pais

Atriz e cantora de sensibilidade aguçada, Sandra Pêra levará à cena o repertório de “Eu apenas queria que você soubesse”(Biscoito Fino), álbum no qual relê parte do cancioneiro de Gonzaguinha (1945-1991). A própria canção-título do agora show teve Sandra como musa. Ela e o compositor viveram uma história de amor no início dos anos 1980, e o fruto dela é Amora Pêra.

Amora assina juntamente com Paula Leal, sua companheira no grupo Chicas, a direção musical do show, que faz sua estreia nacional nesta quinta-feira (13), no Teatro Rival Petrobras. E a escolha da casa, no Centro do Rio de Janeiro, não é em nada aleatória.

Sandra e a também atriz Ângela Leal, diretora-geral do teatro, moraram juntas em fins dos anos 1970. Amiga de Gonzaguinha desde os tempos de criação do MAU, movimento que revelou ainda talentos como Ivan Lins e Aldir Blanc (1946-2020), Angela acabaria por aproximar os dois amigos, como revela Amora:

– Quando Sandra ouviu Gonzaga pela primeira vez, ainda jovem, vivia com Ângela, que foi quem lhe disse que “A felicidade bate à sua porta”, da qual ela gostava tanto, era de seu amigo. Ali começaria a carreira de Sandra na música profissional, quando ela propôs às Frenéticas que cantassem essa música na audição com a gravadora.

A gravadora em questão era a Warner, recém-chegada ao país, e, sim, as tais frenéticas, egressas do hoje lendário Frenetic Dancing Days, cantaram – e arrasaram! O tema, repaginado no melhor estilo disco, foi o primeiro sucesso do álbum de estreia das cantoras e àquela altura ex-garçonetes.

– Elas não só passaram, como a canção se transformou no primeiro sucesso do grupo.  Por isso, esse show não poderia estrear em outro lugar. Ângela é parte dessa história – celebra Amora, sobrinha ainda da grande Marília Pêra (1943-2015).

O roteiro do show elenca sucessos do artista como ‘Explode coração” e “Feliz” a temas cultuados pelos fãs e por conhecedores da sua obra, grupo este no qual Amora e a própria Sandra estão inseridas.

– Estar no palco com o repertório do Gonzaga é um desafio que me move. São canções que pedem entrega e sensibilidade, e me sinto motivada e feliz para vivê-las no palco – pontua Sandra que será acompanhada por Pedro Moraez (baixo), Rodrigo Lima (violão e guitarra), João Bittencourt (piano) e por Lourenço Vasconcellos na bateria.

São talentos de diferentes gerações que vão revisitar um legado que, de tão verdadeiro, para sempre será.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Isabela Espíndola (imagem)

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