Já é notório que o RioMarket consolidou-se como o braço de negócios do Festival do Rio, certo? Sim, mas o encontro, tradicionalmente voltado ao business no audiovisual – e o maior na América Latina, aliás – tem como uma de suas propostas a de promover o próprio cinema. Em especial, aquele que raramente tem oportunidade de chegar às salas comerciais do nosso país. Um apanhado com produções recentes de países asiáticos será exibido gratuitamente, ao longo de nove dias, no Armazém da Utopia, sede do RioMarket 2026.
A programação será iniciada por um legítimo representante da Coreia do Sul. O longa “The ghost game”, do diretor Son Dong-wan, abre a mostra no dia 02 de outubro. O longa é um terror que trata das surpresas de um grupo de amigos com os rumos tomados por uma sessão espírita que se pretendia ingênua. O país faz-se presente ainda com “A menina dos meus olhos”, de Cho Young-myoung, e “No other choice”, de Park Chan-wook, ambos exibidos no dia 09 de outubro.
A China, maior parceiro comercial do Brasil, será representada por cinco produções entre séries e filmes. A leva de exibições será aberta no dia 03 de outubro por “O golfinho branco chinês”, de Yan Dong. O documentário trata da reabilitação de um exemplar da espécie no mar após a construção da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau.
E um filme faz jus aos elos entre Brasil e China. “Ho ho ho: o som do Brasil”, de João Amorim, é uma coprodução entre os dois países. A animação, que será exibida no dia 05, às 17h30m, é um prato cheio à garotada por acompanhar as aventuras de um panda DJ disposto a conhecer nossa música.
País com a maior extensão geográfica do continente asiático, a Rússia, estará representada com “The wind”, de Sergey Chliyants. A obra aborda a busca de um homem por recursos em meio aos destroços provocados pela guerra com a Ucrânia.
Nação cuja relação com o Brasil enfrenta uma visível escalada, a Índia – cuja indústria cinematográfica é grande – não poderia ficar de fora. “Mahamantra: the great chant”, de Girish Malik, será exibido no dia 07, às 18h. E temas atuais como guerras e mudanças climáticas estão na tônica do documentário.
E a boa filha à casa torna. A Coreia do Sul volta para fechar a programação com outras quatro produções no último dia da mostra. São elas “Summer’s câmera”, de Divine Sung; “Halo’, de Roh Young-Wan, e, por fim, “Because I hate Korea”, de Jang Kun-jae, e “Colony”, de Yeon Sang-ho.
O sortimento da programação é grande e contempla diferentes públicos e gostos. O RioMarket quer promover aproximações que, pelo visto, vão além das mesas de negociações. E quem ganha é o respeitável público!
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e divulgação (imagens)






