Thierry Frémaux, diretor do Festival de Cannes, passou por Niterói (RJ) para uma noite dedicada ao cinema em estado puro. Ele participou da sessão de lançamento de seu filme “Lumière, a aventura continua”, que foi sucedido por debate mediado pelo diretor Walter Salles. A conversa, que aconteceu na última quarta-feira (19), atravessou memória, invenção e a própria história da linguagem cinematográfica.
O novo filme de Frémaux revisita — e reintroduz — cem obras restauradas dos irmãos Lumière. O encontro repetiu o formato da conversa que a dupla havia realizado no dia anterior, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. A visita ao Brasil, organizada pela Imovision, celebra não só o filme, mas o trabalho meticuloso de preservação conduzido pelo Institut Lumière.
Thierry destacou a inquietação criativa que movia Louis e Auguste.
— Eles inventavam coisas o tempo todo. Louis Lumière sempre tinha parafusos no bolso do seu casaco. Ele queria resolver o problema das pessoas — contou.
Walter, por sua vez, sintetizou a força da obra inaugural dos pioneiros:
— O primeiro filme de Auguste Lumière é aquilo que podemos traduzir como magnífico.
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