João Suplicy e Nana Caymmi (1941-2025) foram vizinhos no Alto Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. Moraram no mesmo andar, e o cantor e compositor e a atriz e apresentadora Maria Paula, sua mulher na época, recebiam Nana para visitas regadas a uísque, boas histórias e, claro, cantoria. A saudosa e grande cantora era mais de ouvir do que de cantar, como João recorda:
– Ela mais ouvia do que cantava, ela de cujo canto a gente não esquece. Naquela época, mergulhei na obra do Dorival, cujos CDs comprei, sobretudo os em que ele cantava a própria obra por ele mesmo. Foi um momento em que o universo do Caymmi ficou muito presente na minha vida.
Esses relatos serão lembrados pelo compositor neste sábado (11), em São Pulo. João estará entre os 20 artistas de diferentes estilos e gerações que participam de tributo ao clã que é um dos pilares da música moderna brasileira.
“Sarau Brasilis canta família Caymmi” vai levar ao Teatro B32, na capital paulistana, nomes como os da veterana cantora Claudya e os de gerações mais recentes como Bia Góis e Ricardo Valverde. Eles entoarão obras de Dorival, de Dori Caymmi e de Danilo Caymmi, que também estará presente na apresentação, cujo roteiro é assinado por ele.
– Sou fã não somente da obra do Dorival como do legado de todo o clã, uma família extremamente musical e talentosa – celebra João que cantará na ocasião “Alegre menina”, parceria de Caymmi com o escritor Jorge Amado (1912-2001).
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e divulgação (imagens)






