Diogo Nogueira, Jorge Vercillo e Péricles estarão juntos no cinema. Os cantores fazem parte da trilha sonora de “O Velho Fusca”, longa que aposta na música como elo entre gerações. O projeto reúne grandes nomes da música brasileira e artistas de diferentes estilos em um repertório que mistura clássicos e faixas inéditas.
Artistas como Jorge Aragão, Teresa Cristina, Paula Lima e Xande de Pilares, ao lado de talentos da nova geração como Ucha, Zé Vaqueiro, o rapper PK, além da atriz e cantora Giovanna Chaves — que integra o elenco do filme—, são alguns dos nomes que também fazem parte da trilha do longa.
Dirigido por Emiliano Ruschel, o filme narra a história de Junior, um jovem sensível que enfrenta conflitos familiares ao tentar se aproximar do avô. Nesse caminho de reconciliação, a trilha sonora se torna um dos elementos centrais da narrativa, conectando passado e presente por meio da música.
A direção da trilha é assinada por Diego Timbó, em parceria com os produtores Dan Araújo e Guilherme Giglio. Segundo Timbó, o ponto de partida para a construção musical foi o samba.
— Queríamos algo com essa potência de união e que fosse a marca do Rio de Janeiro, cenário do filme. Logo que recebemos o corte, comecei a revisitar meus discos de samba, especialmente de Elza Soares, Alcione, Cartola e Gonzaguinha, álbuns que são praticamente meus companheiros de vida — conta o diretor.
A partir daí, outros ritmos foram incorporados à trilha, explica Timbó:
— Do samba foram surgindo os outros ritmos: um samba mais pagode, uma pitada de sertanejo com MPB, um piseiro pop, a mistura da MPB com o rap. São ritmos que unem gerações, formam a identidade cultural do nosso país e contam a história do nosso povo.
O processo de criação envolveu encontros e imersões entre compositores de diferentes regiões do país, como Jame, King Saints, Thalita Ziolli e Gabriel Nandes.
— Assistíamos ao filme com um metrônomo para entender o tempo das cenas, principalmente o tempo entre os diálogos, os respiros e as reações de cada ator. Definimos onde a música deveria entrar, onde seria incidental e onde o silêncio seria mais potente — arremata o diretor.
Protagonizado por Caio Manhente, Cleo Pires, Dalton Mello e Tonico Pereira, o filme chegará aos cinemas na próxima quinta-feira (19).
Crédito da imagem: reprodução / Internet





