‘Me acalentava na época da ditadura’

janeiro 31, 2026

Angela Leal fala da importância do grupo MPB4, que a homenageará em shows no Rio de Janeiro

“Você é a cabrocha mais bonita da nossa ala.” A frase, repetida ao longo dos anos pelos integrantes do MPB4, virou símbolo da relação afetiva entre o quarteto e Angela Leal, que ganhará uma homenagem do grupo. Neste sábado (31) e domingo (1º de fevereiro), no Teatro Rival Petrobras, no Rio de Janeiro, o MPB4 vai celebrar a atriz em shows dedicados a essa história cheia de boas lembranças e claro, muita música.

O vínculo nasceu nos anos 1990, quando o MPB4 passou a se apresentar com frequência no Rival, cantando sucessos como “Quem te viu, quem te vê”, de Chico Buarque. Desde então, o grupo nunca mais deixou de incluir o teatro em sua trajetória.

— O MPB4 acalentava meu coração rebelde na época da ditadura, cantando as canções de Chico. Quando assumi o Rival, pensei que o grupo não poderia faltar na nossa programação. Eles toparam de cara e nunca mais deixaram de se apresentar aqui — relembra Angela, que é diretora e proprietária da casa de espetáculos.

Ao longo desse percurso, ela acompanhou de perto as transformações do quarteto — a saída de Ruy Faria, a morte de Magro e a chegada de Dalmo Medeiros e Paulo Malagutti — sempre com o mesmo vínculo afetivo.

— Eles seguiram com igual talento — observa a atriz.

A relação extrapolou o palco e se refletiu também na plateia, com diferentes gerações reunidas.

— O grupo contava a nossa história, a história da minha geração — diz Angela, que lembra de assistir aos shows ao lado da filha, a atriz Leandra Leal.

A convivência se estendeu ainda às famílias dos músicos, cujos filhos cresceram, tornaram-se artistas e passaram a dividir o palco com os pais.

— O MPB4 faz parte da minha história de vida. Integralmente. E com muito afeto e muito amor — conclui Angela.

O MPB4 marca presença no Teatro Rival desde quando Angela Leal assumiu a direção do espaço, na década de 1990

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