Justa homenagem

fevereiro 28, 2026

No ano em que a música “A Banda” completa seis décadas, Zezé Polessa estreia musical sobre Nara Leão no Rio de Janeiro

60 anos depois de ecoar pelos televisores do país e entrar para a história da música brasileira, “A Banda” volta a tomar conta dos palcos em forma de homenagem à cantora que, ao lado de Chico Buarque, imortalizou a música. Nara Leão (1942-1989) será novamente interpretada por Zezé Polessa no musical “Os olhos de Nara Leão”. 

A montagem estreia no dia 06 de março no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro. Além de “A Banda” — vencedora do II Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record, ao lado de “Disparada” —, Zezé também vai interpretar clássicos como “Diz que fui por aí”, “Corcovado”, “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas”, “Opinião” e “Acender as velas”.

O solo tem texto e direção de Miguel Falabella. A montagem nasceu do desejo antigo de Zezé de revisitar a trajetória de Nara — artista fundamental para entender os movimentos culturais e comportamentais dos anos 60, 70 e 80 no Brasil.

Durante a pandemia, a atriz mergulhou em biografias, entrevistas e registros históricos da cantora. O que começou como curiosidade virou pesquisa intuitiva de personagem. Ao comentar com Falabella sobre a vontade de levá-la ao palco, o diretor prontamente decidiu escrever o texto. Ainda no período pandêmico, a primeira versão do espetáculo já tomava forma.

Em cena, Nara surge como quem atravessa o tempo — vinda do passado ou do futuro — para compartilhar memórias e reflexões. O texto segue em fluxo de consciência, sem compromisso com cronologia rígida, espelhando o espírito livre da artista que nunca se deixou aprisionar por rótulos. A proposta, segundo a atriz, não é a imitação.

— Não procuro imitar o seu jeito de falar ou cantar, existe uma liberdade em todo este processo, não poderia ser diferente com alguém que sempre foi tão livre — afirma Zezé.

Com direção musical de Josimar Carneiro, cenário de Marco Lima e iluminação de Cesar Pivetti, o espetáculo percorre os diferentes momentos da carreira de Nara: o nascimento da Bossa Nova, o Tropicalismo, os festivais da canção, além das canções de protesto em meio à ditadura militar.

Crédito das imagens: Priscila Prade (alto) e reprodução / Internet 

Chico Buarque e Nara Leão em apresentação no II Festival da Música Popular Brasileira

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