Desde que chegou às salas de cinema brasileiras em julho, “A Odisseia” suscitou os mais variados debates entre fãs do épico e até mesmo neófitos no tema. Há os que aplaudem a adaptação de Christopher Nolan e aqueles que implicam pelo fato de um ou outro deus grego citado por Homero não estar no longa. As discussões repercutem e chegam ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro.
A obra homérica estará no centro do debate que o Clube de Leitura CCBB promove, nesta quarta (30), em edição extra oficial, diga-se. Tendo como mote “O que a experiência de ler ‘A Odisseia’ revela que nenhuma adaptação consegue contar por inteiro?”, o encontro contará com a presença de Carlinda Pate Nuñez, professora titular de Teoria da Literatura da UERJ e especialista em literatura grega.
— A saga de Ulisses tem tudo o que uma plateia anseia: situações inusitadas de amor, mistério, ações grandiosas e outras nem tanto… Sem contar que o próprio Homero é um narrador enigmático — pontua a professora, que deu aulas de grego por décadas, inclusive.
A conversa será mediada pelos poetas Suzana Vargas e Ramon Nunes Melo e tratará de tópicos levantados pelo autor como lealdade, memória e a relação do homem com a sensação de pertencimento e com o senso de justiça.
— A leitura e a sessão de cinema causam reações diferentes, mas, claro, é a leitura o parâmetro que nos guia – arremata Carlinda.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e divulgação (imagens)






