Mel Gibson está no centro de uma controvérsia que extrapolou o debate artístico e ganhou contornos preocupantes. O cineasta estaria enfrentando ameaças de morte após definir a atriz polaco-italiana Kasia Smutniak para viver a Virgem Maria nas continuações de “A Paixão de Cristo”, projeto que será dividido em duas partes e tem estreia prevista para 2027.
A escolha provocou reações intensas de grupos conservadores e extremistas, especialmente após a confirmação de que Jim Caviezel não retornará ao papel de Jesus. Kasia, além da carreira consolidada no cinema europeu, é conhecida por se posicionar publicamente em pautas como o direito ao aborto seguro — o que acendeu a revolta de setores religiosos mais radicais, que passaram a acusar o diretor de “desrespeitar” a figura de Maria.
Fontes ligadas à produção afirmam que o clima se tornou mais tenso nos últimos meses, sobretudo depois da separação de Gibson da roteirista Rosalind Ross, com quem manteve um relacionamento por quase nove anos. Segundo relatos, o diretor estaria mais isolado enquanto conduz as filmagens de “A Ressurreição de Cristo” e a equipe de segurança passou a acompanhar de perto mensagens e ameaças consideradas reais.
De acordo com pessoas próximas ao projeto, o discurso de ódio deixou de se restringir às redes sociais. Há relatos de mensagens que falam abertamente em “punição”, “martírio” e até em “planos de assassinato” com “risco real” de acontecer, o que elevou o nível de alerta em torno do cineasta. Para esses grupos, a escalação de Kasia simbolizaria uma “guerra religiosa”, visão que tem alimentado pedidos de boicote ao filme, especialmente na Polônia, país de origem da atriz.
Kasia Smutniak já se manifestou publicamente contra a legislação quase totalmente restritiva ao aborto em seu país e se aliou a movimentos femininos de protesto, o que intensificou a rejeição de alas conservadoras. Ainda assim, a produção segue confirmada. Além dela, o elenco traz Jaakko Ohtonen no papel de Jesus e Mariela Garriga como Maria Madalena.
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