Quando deixou, em meados dos anos 1970, um soneto na portaria do edifício onde morava Sueli Costa (1943-2023), Abel Silva sequer imaginava que sairia dali uma canção arrasa-quarteirão. Mais do que isso: uma música que mudaria sua vida por completo – e para melhor.
O tema em questão era a balada “Jura secreta” que, lançada por Simone no LP “Face a face” (1977), tornaria a intérprete conhecida em âmbito nacional e alçaria Abel ao rol das grandes promessas do cancioneiro brasileiro. Pois a tal promessa se cumpriu.
Abel Silva é hoje um dos grandes poetas e letristas da canção brasileira. E isso pode ser confirmado por um cancioneiro construído ao longo de cinco décadas de carreira. E esse marco será celebrado à altura e com o escritor rodeado por alguns dos amigos que fez na música e na carreira literária.
Eles e o poeta estarão reunidos, nesta terça (11), quando, a partir das 19h, no recém-inaugurado Espaço Cultural Paulão 7 Cordas, Centro do Rio de janeiro, Abel será o homenageado de mais uma edição da Ocupação Poética, evento criado pelo também poeta e agitador cultural Paulo Sabino.
E pelo palco da casa vão passar simplesmente nomes como Raimundo Fagner (parceiro do homenageado e ele próprio um dos intérpretes de “Jura secreta”), Teresa Cristina, Clarisse Grova e, da seara literária, os poetas Mano Melo, Claudia Roquette Pinto e Christovam de Chevalier, este também jornalista e editor de NEW MAG. O time é reforçado ainda pelo ás do violão André Trindade Silva.
Se a jura secreta – e não feita – entristece o poeta, uma coisa certamente o deixará contente: celebrar 50 anos de carreira cercado pelos amigos. E se, por ventura, isso não puder ser dito por seu coração, será, certamente, constatado por ele.





